Stop! Bootcamp time!

Depois do primeiro encontro de roller derby a nível nacional em outubro, chegou a hora do bootcamp que as Rebels estão organizando já há alguns meses. Sim, menos de dois meses depois, já temos mais um evento dérbico no Brasil! Sensacional, né?

Ah, não sabe o que é bootcamp? A gente explica: é um treinamento intensivo, normalmente com mais de um dia. A palavra veio do vocabulário militar, de quando eles treinam novos recrutas. No caso do roller derby, é um momento para troca de experiências e dar o máximo de si.

Esse bootcamp vai ser organizado pela Gray City Rebels e trará três ótimas skaters americanas para nos ensinar todas as técnicas incríveis que elas praticam por lá! Elas são as irmãs DeRanged e Psychobabble, que jogam na melhor seleção de derby do mundo, a dos EUA, e a Helen Wheels, uma das jogadoras mais veteranas do esporte. Saiba mais sobre as coaches aqui.

O treino vai acontecer dias 8 e 9 de dezembro, um final de semana, das 9h às 17h. A nossa quadra magia para esse evento fica em São Caetano, que é bem perto de São Paulo. Ainda assim, para facilitar a vida das jogadoras que vêm de outras cidades (sim, intercâmbio dérbico de novo! Yey!), vamos disponibilizar um “derbusão”, nome carinhoso do nosso ônibus fretado que as levará até o local do treino e as trará de volta para a capital paulista. Também daremos água e barrinha de cereal durante o treinamento.

Certifiable Derby Training em SP
Data: 8 e 9 de dezembro (fim de semana)
Horário: das 9h às 17h
Local: São Caetano (SP) – incluso ônibus fretado saindo de São Paulo

Ficou interessada? Nos manda um email para contato@graycityrebels.com.br! As inscrições ainda estão abertas, mas não sabemos até quando, hein?

WFTDA Championships aconteceu nesse feriadão

Foto: Donalee Eiri, Derby News Network

Para quem curte Derby, o combinado do feriado prolongado foi de roer as unhas! Isso porque nos dias 2, 3 e 4 de novembro rolaram os WFTDA Championships, jogos que definem as melhores ligas de flat track do mundo! Uau!

As Rebels se reuniram para assistir aos jogos, que foram exibidos pelo pay-per-view da WFTDA.tv, e conferiram a classificação final: na disputa pelo terceiro lugar, quem ganhou foi Denver Roller Dolls, numa virada que terminou com 210 pontos contra os 199 das Texas RollerGirls. Um jogo e tanto!

Repetindo o que aconteceu na última edição do campeonato, a final foi disputada entre as ligas Gotham Girls Roller Derby e Oly Rollers. Invictas há mais de um ano (!) e somando 28 vitórias consecutivas, as Gotham mais uma vez levam pra casa o primeiro lugar, com 233 pontos contra 130 das Oly.

Além da oportunidade de assistir a esses “gigantes” se enfrentando, aproveitamos para espiar duas jogadoras que logo mais estarão em São Paulo: Deranged e Psycho Babble jogaram com as Oly Rollers, e, junto com a Hellen Wheels, elas compõem o Certifiable Derby Training, grupo que dará um treinamento especial para as ligas brasileiras no final do ano! Logo mais, um post sobre esse bootcamp. Fique atento!

Para finalizar, um breve perfil da liga vencedora neste ano, Gotham Girls Roller Derby: Segundo o site DNN (Derby News Network), todo torneio realizado pela WFTDA desde 2007 teve a participação das Gotham. A liga não é derrotada em pista plana desde novembro de 2010 e acumula vitórias com média de 100 pontos de diferença. Além disso, um currículo cheio de skaters mundialmente aclamadas faz com que o título de melhor liga flat track seja incontestável.

Foto: Donalee Eiri, Derby News Network

Como jogam as Gotham Girls Roller Derby

O estilo de jogo concentrado na defesa com jammers agressivas não só é super eficaz como também serviu de modelo para a maneira como o derby é jogado no mundo todo. Diferentes ligas passaram a se concentrar no modelo e tomam a liga nova iorquina como uma referência.

Quando assistimos a um jogo das Gotham, como o que aconteceu neste domingo, vemos que o número de faltas também é bem menor se comparado ao time adversário. Mais do que jogar limpo, isso previne que o time fique enfraquecido pela falta de jogadoras. Neste domingo, por exemplo, o time das Oly sofreu com a jammer no penalty box por 10 vezes, o que aconteceu no time das Gotham apenas duas vezes.

Outro fator importante é o número reduzido de alterações no roster do time, contribuindo para que a equipe fique cada vez mais forte e mais aprimorada. Algumas das melhores jogadoras, como Suzy Hotrod e Bonnie Thunders estão na liga há mais de seis anos, fazendo das Gotham sua primeira e única liga! Muito legal, né?

E aí, viu quanta coisa dá pra aprender vendo os jogos? Agora é só treinar bastante e colocar tudo isso em prática! Precisa de ajuda? Sem problemas! Mande um email para contato@graycityrebels.com  e conheça também o estilo Rebel! 😉

Aconteceu o 1º Brasileirão de Roller Derby!

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olhem que linda a medalha! | Crédito: Padilha

Ficamos um tempo sumidas, mas voltamos com uma notícia super legal aqui no blog! Mostrar pro ‘país do futebol’ que é possível se apaixonar por outros esportes é uma meta do roller derby no Brasil…. e o que pode ser mais incrível pra isso do que acontecer o primeiro encontro nacional do esporte? E é isso que o roller derby brasileiro tem a comemorar desde os dias 12,13 e 14 de outubro, quando aconteceu o 1º Brasileirão de Roller Derby, no Rio de Janeiro.

Foram 11 ligas, do Rio Grande do Sul ao Amazonas, reunidas na capital carioca durante o feriado para trocar experiências em relação a esse esporte incrível sobre patins. O evento foi organizado desde o início do ano pelas Sugar Loathe Derby Girls, liga carioca,  e as Rebels, claro, fizeram questão de participar!

brasileirao de roller derby

jogo Gray City Rebels x Ladies of Hell Town | Crédito: Padilha

Sem caráter competitivo, o 1º Brasileirão teve como foco promover o conhecimento entre ligas, possibilitar situações reais de jogo e esclarecer as dúvidas quanto ao funcionamento técnico das partidas. Aliás, essa é uma questão muito importante no derby brasileiro, porque, sem árbitros, não tem jogo, né? Ainda mais nesse esporte, que é cheio de regras e penalidades.

Um dos destaques do evento foi a clínica de arbitragem, realizada pelo ótimo árbitro americano Sugar Daddy. Ele sabe muito! E tanto as skaters quanto os árbitros e os coaches (treinadores) tiveram a chance de revisar todos os detalhes técnicos de um jogo.

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Clínica de arbitragem com Sugar Daddy | Crédito:Padilha

Ir ao Brasileirão também valeu muito para conhecer outras pessoas que curtem tanto o roller derby quanto a gente, que se esforçam para aprender à distância técnicas de patinação e de estratégia. Também valeu pela chance de testar nossas habilidades com jogadoras que não conhecíamos, o que deixava os bouts muito mais surpreendentes. 🙂

Lá, foi uma imersão total no esporte. A gente dormia sonhando com RD, acordava pensando nisso e a fixação continuava ao longo do dia, até dormirmos de novo!

O evento foi super organizado, e as açucaradas cariocas pensaram em todos os detalhes para não deixar ninguém de fora. Mesmo as fresh meats (que chamamos carinhosamente de carninhas), que ainda não passaram no teste de habilidades mínimas, puderam, por exemplo, participar da comissão técnica. Foi muito divertido, principalmente para as jogadoras que nunca tinham participado dos jogos fora do track. Depois da experiência deu pra entender como é necessário estudo e dedicação para estar em posições fora do track, e como essas funções são indispensáveis para que ocorra uma partida justa e segura.  Mais do que isso, demonstrou o quão importante e urgente é o trabalho de compor uma comissão técnica efetiva dentro das ligas, com coach, assistant coach e line up manager, e de treinar árbitros e NSOs (non-skating officials).

Vale lembrar que é papel do conjunto de árbitros e NSOs conferir os equipamentos de segurança, evitando que as skaters coloquem em perigo a si e a outras jogadoras; identificar faltas e aplicar as penalidades de acordo com o impacto no jogo (minor or major impact); contabilizar as faltas por atleta; marcar os pontos de cada jammer, identificar a lead jammer e encerrar a jam assim que ela fizer o chamado; atualizar o placar; monitorar o tempo das jogadores que estão no penalty box, etc. Não é pouca coisa!

Bouts

As Sugars planejaram uma agenda intensa, que ajudou o esporte em vários aspectos. Além desse foco especial para a arbitragem que já comentamos, também aconteceu um jogo entre os times Ordem e Progresso, formados pelas meninas da seleção brasileira de roller derby e convidadas. Essa partida também serviu para a comissão técnica da seleção observar mais meninas na track, e escolher a “nova leva” do esporte no País. Aliás, mais rebels entraram para Seleção!

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jogo Sapas x Princesas | Crédito: Padilha

Também rolou o jogo Sapas x Princesas, que foi um bout demonstrativo do Vagine Regime Brasil (um capítulo brasileiro de uma comunidade mundial de roller girls gays, bi, trans e simpatizantes), que ajudou ainda mais a confraternização entre ligas.

Como a maioria das ligas ainda são bem recentes (costumam ter menos de um ano) e nem sempre tem uma quantidade de meninas suficiente para fazer jogos, ainda não deu para fazer jogos “tradicionais”, de uma liga contra a outra. A solução foi fazer times com gente de lugares diferentes, desde que tivesse o mesmo nível de patinação entre si, o que também foi muito bacana. Ainda assim, deu pra fazer jogos entre as três ligas do grupo A, mais antigas: Sugar Loathe Roller Girls (RJ) e as duas paulistas, a Ladies of Hell Town e nós, claro. Nossa liga foi a única a jogar com os dois times nesse 1º Brasileirão!

Preparação e o que vem por aí

Conscientes da importância que o 1º Brasileirão de Roller Derby teria para o esporte, as Gray City Rebels se prepararam intensamente. Pelo menos três meses antes, os treinos mudaram de enfoque e o treinamento de técnicas pontuais deram lugar a uma maior quantidade de jogos, com as skaters da própria liga mesmo, para chegarmos no evento mais seguras das nossas capacidades.

gary city rebels vendendo camisetas e canecas da liga no Brasileirão

Rebels vendendo camisetas e canecas da liga | Crédito: Padilha

Bom, depois de todo esse relato sobre o evento mais legal de Roller Derby que já aconteceu nesse Brasil, vem a grande notícia: o próximo é em São Paulo e será organizado por nós, Rebels! #todascomemora

Sabemos que será um trabalho intenso, como foi pras Sugars, mas não faltará entusiasmo!
E aí? Tá a fim de fazer parte da liga anfitriã do próximo Brasileirão de Roller Derby? Então manda email pra gente (contato@graycityrebels.com.br) e aparece lá no treino!