Aconteceu o 1º Brasileirão de Roller Derby!

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olhem que linda a medalha! | Crédito: Padilha

Ficamos um tempo sumidas, mas voltamos com uma notícia super legal aqui no blog! Mostrar pro ‘país do futebol’ que é possível se apaixonar por outros esportes é uma meta do roller derby no Brasil…. e o que pode ser mais incrível pra isso do que acontecer o primeiro encontro nacional do esporte? E é isso que o roller derby brasileiro tem a comemorar desde os dias 12,13 e 14 de outubro, quando aconteceu o 1º Brasileirão de Roller Derby, no Rio de Janeiro.

Foram 11 ligas, do Rio Grande do Sul ao Amazonas, reunidas na capital carioca durante o feriado para trocar experiências em relação a esse esporte incrível sobre patins. O evento foi organizado desde o início do ano pelas Sugar Loathe Derby Girls, liga carioca,  e as Rebels, claro, fizeram questão de participar!

brasileirao de roller derby

jogo Gray City Rebels x Ladies of Hell Town | Crédito: Padilha

Sem caráter competitivo, o 1º Brasileirão teve como foco promover o conhecimento entre ligas, possibilitar situações reais de jogo e esclarecer as dúvidas quanto ao funcionamento técnico das partidas. Aliás, essa é uma questão muito importante no derby brasileiro, porque, sem árbitros, não tem jogo, né? Ainda mais nesse esporte, que é cheio de regras e penalidades.

Um dos destaques do evento foi a clínica de arbitragem, realizada pelo ótimo árbitro americano Sugar Daddy. Ele sabe muito! E tanto as skaters quanto os árbitros e os coaches (treinadores) tiveram a chance de revisar todos os detalhes técnicos de um jogo.

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Clínica de arbitragem com Sugar Daddy | Crédito:Padilha

Ir ao Brasileirão também valeu muito para conhecer outras pessoas que curtem tanto o roller derby quanto a gente, que se esforçam para aprender à distância técnicas de patinação e de estratégia. Também valeu pela chance de testar nossas habilidades com jogadoras que não conhecíamos, o que deixava os bouts muito mais surpreendentes. 🙂

Lá, foi uma imersão total no esporte. A gente dormia sonhando com RD, acordava pensando nisso e a fixação continuava ao longo do dia, até dormirmos de novo!

O evento foi super organizado, e as açucaradas cariocas pensaram em todos os detalhes para não deixar ninguém de fora. Mesmo as fresh meats (que chamamos carinhosamente de carninhas), que ainda não passaram no teste de habilidades mínimas, puderam, por exemplo, participar da comissão técnica. Foi muito divertido, principalmente para as jogadoras que nunca tinham participado dos jogos fora do track. Depois da experiência deu pra entender como é necessário estudo e dedicação para estar em posições fora do track, e como essas funções são indispensáveis para que ocorra uma partida justa e segura.  Mais do que isso, demonstrou o quão importante e urgente é o trabalho de compor uma comissão técnica efetiva dentro das ligas, com coach, assistant coach e line up manager, e de treinar árbitros e NSOs (non-skating officials).

Vale lembrar que é papel do conjunto de árbitros e NSOs conferir os equipamentos de segurança, evitando que as skaters coloquem em perigo a si e a outras jogadoras; identificar faltas e aplicar as penalidades de acordo com o impacto no jogo (minor or major impact); contabilizar as faltas por atleta; marcar os pontos de cada jammer, identificar a lead jammer e encerrar a jam assim que ela fizer o chamado; atualizar o placar; monitorar o tempo das jogadores que estão no penalty box, etc. Não é pouca coisa!

Bouts

As Sugars planejaram uma agenda intensa, que ajudou o esporte em vários aspectos. Além desse foco especial para a arbitragem que já comentamos, também aconteceu um jogo entre os times Ordem e Progresso, formados pelas meninas da seleção brasileira de roller derby e convidadas. Essa partida também serviu para a comissão técnica da seleção observar mais meninas na track, e escolher a “nova leva” do esporte no País. Aliás, mais rebels entraram para Seleção!

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jogo Sapas x Princesas | Crédito: Padilha

Também rolou o jogo Sapas x Princesas, que foi um bout demonstrativo do Vagine Regime Brasil (um capítulo brasileiro de uma comunidade mundial de roller girls gays, bi, trans e simpatizantes), que ajudou ainda mais a confraternização entre ligas.

Como a maioria das ligas ainda são bem recentes (costumam ter menos de um ano) e nem sempre tem uma quantidade de meninas suficiente para fazer jogos, ainda não deu para fazer jogos “tradicionais”, de uma liga contra a outra. A solução foi fazer times com gente de lugares diferentes, desde que tivesse o mesmo nível de patinação entre si, o que também foi muito bacana. Ainda assim, deu pra fazer jogos entre as três ligas do grupo A, mais antigas: Sugar Loathe Roller Girls (RJ) e as duas paulistas, a Ladies of Hell Town e nós, claro. Nossa liga foi a única a jogar com os dois times nesse 1º Brasileirão!

Preparação e o que vem por aí

Conscientes da importância que o 1º Brasileirão de Roller Derby teria para o esporte, as Gray City Rebels se prepararam intensamente. Pelo menos três meses antes, os treinos mudaram de enfoque e o treinamento de técnicas pontuais deram lugar a uma maior quantidade de jogos, com as skaters da própria liga mesmo, para chegarmos no evento mais seguras das nossas capacidades.

gary city rebels vendendo camisetas e canecas da liga no Brasileirão

Rebels vendendo camisetas e canecas da liga | Crédito: Padilha

Bom, depois de todo esse relato sobre o evento mais legal de Roller Derby que já aconteceu nesse Brasil, vem a grande notícia: o próximo é em São Paulo e será organizado por nós, Rebels! #todascomemora

Sabemos que será um trabalho intenso, como foi pras Sugars, mas não faltará entusiasmo!
E aí? Tá a fim de fazer parte da liga anfitriã do próximo Brasileirão de Roller Derby? Então manda email pra gente (contato@graycityrebels.com.br) e aparece lá no treino!

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Ano novo, casa nova!!

Agora as Rebels tem uma nova casa!

É uma quadra magia que só de olhar já te deixa com vontade de patinar!!! Quer ver só? A gente te mostra um pouquinho do treino do último domingo, no qual as carninhas se juntaram com as veteranas para patinar muito e suar nesse verão cinza de São Paulo.

E aí, ficou com vontade de patinar, né??! Ahn? Ahn? A gente te avisou! 😉

Bom, pra matar essa vontade é só mandar um e-mail para nós no contato@graycityrebels.com.br que te explicamos o que você tem que fazer para ser uma Rebel e vir treinar com a gente!

Estamos te esperando! 🙂

Be a Rebel!

Fazer um esporte como roller derby não é pra qualquer um, mas ao mesmo tempo, é pra qualquer um!

Vamos explicar melhor… Roller derby é um esporte de contato, assim como basquete, rugby, futebol… Não dá pra achar o visual irado e ter medo de se jogar quando estiver na track!

As Rebels acreditam muito no ESPORTE roller derby. Somos atletas amadoras (por enquanto), mas que estão sempre trabalhando duro durante os treinos e fora deles para que o melhor de cada uma esteja presente a todo momento. Proporcionar força física e mental é um de nossos objetivos quando você se torna uma Rebel, e é preciso muito mais do que gostar de meias coloridas e do visual roller derby: é preciso comprometimento, suor, determinação, se forçar além do seu limite a todo momento.

Pode perguntar a qualquer Rebel: pra fazer roller derby, tem que suar. Tem que ter força, tem que ter vontade, tem que ter coragem. Tem que ser mulher.

E aí vem a parte de que pode ser qualquer um. Pode ser baixinha, alta, magra, gordinha, barriguda, sarada, com a bunda grande, pequena, peitão, peitinho… Porque quando você entra pra nossa liga, você vai aprender a usar o seu corpo do melhor jeito que você pode. Você tem bunda grande? Pode se tornar uma ótima blocker, mas também pode ser uma jammer sensacional! É magra e pequena? Vamos te ensinar a ser o mais ágil possível pra poder passar em qualquer buraco.

Não há uma posição pré-determinada no roller derby só porque você tem certo tipo físico, e a nossa coach vai te ajudar a se encontrar no esporte mais irado do mundo, ao mesmo tempo em que você vai entrar em forma, ter o melhor condicionamento físico que já teve e fazer muitos amigos.

E aí, ainda não quer ser uma Rebel? A gente espera você estar pronta. 😉

Ficou muito afim? Manda um email pra gente no graycityrebels@gmail.com. Adiciona nossa página no Facebook. Segue a gente no twitter. Uma hora você se apaixona.

Copa do Mundo de… Roller Derby!

Quando se mora no Brasil e alguém fala sobre Copa do Mundo, a primeira coisa que pensamos é em… futebol! Mas não! Pelo menos entre as Rebels, o assunto do momento é a Copa do Mundo de Roller Derby, que acontecerá entre os dias 1 e 4 de dezembro deste ano em Toronto, no Canadá.

Apesar de morarmos em um país que não tem história nem cultura nenhuma de roller derby, as brasileiras estão se juntando e formando um time para representar o Brasil nesta 1a Copa do Mundo. Para nós, esta parece uma grande oportunidade de termos contato real com milhares de coisas “derby-related”: refs de verdade (já que no Brasil não temos nenhum Ref treinado para isso), bouts de verdade, times formados por jogadoras profissionais, estrutura adequada ao esporte e, principalmente: a oportunidade de jogar um bout oficial, provavelmente com todas as jogadoras sendo mandadas ao penalty box e sem saber direito por quê. 😉

As meninas que fazem parte de alguma liga daqui do Brasil passarão por um try-out na semana que vem, dias 16 e 17 de julho, em que jogarão juntas e poderão mostrar o que tem aprendido durante seus treinos. Há ainda muitas dificuldades, já que, mesmo formando-se um time, o Team Brasil (como está sendo chamada a nossa seleção) não conta com patrocínio e as jogadoras terão que bancar suas passagens e estadia até Toronto, Canadá, onde será o campeonato. Para algumas jogadoras, o trabalho também serve de empecilho e, por não ser um esporte reconhecido, elas terão que deixar esta oportunidade de lado por não conseguir uma licença ou férias no mesmo período do campeonato.

Apesar de todos os obstáculos, acreditamos que a ida a Copa do Mundo será de extrema importância para o esporte no Brasil, e que, ao entrarmos “em campo”, uma sensação de que também pertencemos a este esporte tomará conta de nossas jogadoras, e que, ao voltarmos, mesmo sabendo de todas as dificuldades que passamos e ainda iremos passar, estamos fazendo parte de um momento histórico: construir roller derby no nosso país. Como verdadeiras pioneiras.

Bootcamp magia!


Na semana passada, as Gray City Rebels tiveram a honra de sediar o primeiro bootcamp de Roller Derby do Brasil, com a presença da guest coach Georgia W. Tush.

Todas as ligas do Brasil foram convidadas a participar e o bootcamp contou com mais de 20 participantes, entre elas alguns membros da outra liga de São Paulo, LOHT,  e quase a liga inteira do Rio de Janeiro, Sugar Loathe Derby Girls.

Foram 3 dias de treinamento intensivo, totalizando 12 horas sobre os patins, que serviram para unir as ligas presentes e fazer crescer o sentimento único de paixão pelo esporte, que está crescendo no Brasil.

Para nós, foi muito especial conseguir fazer com que as três principais ligas do Brasil se encontrassem e treinassem juntas com um objetivo em comum, deixando quaisquer problemas fora da pista e se divertindo muito!

Esperamos que este tenha sido o primeiro de vários bootcamps que as Gray City Rebels possam sediar, e que nós próximos, cada vez mais brasileiras estejam presentes!

Muito obrigado a você que foi, participou e aprendeu muuuuito também!


Brasil na World Cup de Roller Derby 2011

E nós estaremos lá, participando do time de All-Stars e da equipe técnica!

Head coach: Lyon Aragão (da Sugar Loathe Derby Girls, Rio de Janeiro)
Assistant coach: Denis Araki (da Ladies of Hell Town, São Paulo)
Manager: Ginger Midget (da Gray City Rebels, São Paulo)

Informações sobre a seleção brasileira, entre em contato através do e-mail rollerderbybrazil@gmail.com

Informações oficiais sobre a Roller Derby World Cup no site da Blood & Thunder Magazine!

Apoie o time de Roller Derby Brasileiro e apoie as ligas de Roller Derby da sua cidade ❤

Bout of the week!

O bout dessa semana é especial e um dos favoritos da nossa Peryl Streep!

O time de All-Stars (as melhores jogadoras da liga) do San Diego Derby Dolls, conhecidas por jogar na Banked Track (and kick some ass!) joga em Flat Track sob o nome de Wildfires contra as meninas All-Stars da liga Atlanta Rollergirls,  sob o nome de Atlanta Dirty South!

ATENÇÃO nas jogadoras do Wildfires:

No 88 – Kiki Diazz

No 19 – Steely Jan

No 26 – Bonnie D. Stroir

Link com as 3 partes do bout aqui:

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Enjoooooooy! 😀