Somos aprendizes da WFTDA!

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O ano de 2013 começou de uma forma muito especial para as Rebels! Sabe por quê?! Hoje saiu a lista de ligas aprovadas para serem Apprentice Leagues da associação internacional de roller derby flat track feminino, a WFTDA. Ou seja, as Rebels agora são parte da WFTDA, a federação que “cuida” do roller derby no mundo! Dá pra entender o quão importante é ter o nominho das Rebels lá no site?  😀

O que isso significa? Significa que demos o primeiro passo em direção ao reconhecimento internacional, bem como o nacional, e também em direção ao crescimento do esporte aqui na América Latina!

Ao sermos membros da WFTDA, teremos oportunidade para crescermos. Podemos participar de mais jogos se quisermos, (quase todos os que envolverem a WFTDA) e teremos acesso a recursos únicos e muito valiosos que visam o crescimento do esporte como um todo. Como o roller derby é uma comunidade que é baseada no espírito de equipe, nós poderemos entrar em contato com qualquer liga membro para pedir ajuda e conselho sobre qualquer coisa; jogos, equipamento, o que é necessário para sediar, com segurança e sucesso, um bout, entre outras coisas!  Não é demais?

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Nosso nominho no site da WFTDA junto com as outras ligas que foram aceitas!

Sem dúvida esse é o começo de uma grande jornada que tem como objetivo sermos “full member” da associação para termos a liberdade de jogar com as ligas grandes espalhadas pelo mundo! Para isso, teremos que suar muito e cumprir o plano de liga aprendiz!

Se você quiser mais informações sobre a associação gringa, WFTDA, ou não conhece e quer saber direitinho o que é, clique aqui e entre no site!

E você? Quais os próximos objetivos para a sua liga? 🙂

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Aconteceu o 1º Brasileirão de Roller Derby!

brasileirao de roller derby, medalha

olhem que linda a medalha! | Crédito: Padilha

Ficamos um tempo sumidas, mas voltamos com uma notícia super legal aqui no blog! Mostrar pro ‘país do futebol’ que é possível se apaixonar por outros esportes é uma meta do roller derby no Brasil…. e o que pode ser mais incrível pra isso do que acontecer o primeiro encontro nacional do esporte? E é isso que o roller derby brasileiro tem a comemorar desde os dias 12,13 e 14 de outubro, quando aconteceu o 1º Brasileirão de Roller Derby, no Rio de Janeiro.

Foram 11 ligas, do Rio Grande do Sul ao Amazonas, reunidas na capital carioca durante o feriado para trocar experiências em relação a esse esporte incrível sobre patins. O evento foi organizado desde o início do ano pelas Sugar Loathe Derby Girls, liga carioca,  e as Rebels, claro, fizeram questão de participar!

brasileirao de roller derby

jogo Gray City Rebels x Ladies of Hell Town | Crédito: Padilha

Sem caráter competitivo, o 1º Brasileirão teve como foco promover o conhecimento entre ligas, possibilitar situações reais de jogo e esclarecer as dúvidas quanto ao funcionamento técnico das partidas. Aliás, essa é uma questão muito importante no derby brasileiro, porque, sem árbitros, não tem jogo, né? Ainda mais nesse esporte, que é cheio de regras e penalidades.

Um dos destaques do evento foi a clínica de arbitragem, realizada pelo ótimo árbitro americano Sugar Daddy. Ele sabe muito! E tanto as skaters quanto os árbitros e os coaches (treinadores) tiveram a chance de revisar todos os detalhes técnicos de um jogo.

clinica de arbitragem, sugar daddy, roller derby

Clínica de arbitragem com Sugar Daddy | Crédito:Padilha

Ir ao Brasileirão também valeu muito para conhecer outras pessoas que curtem tanto o roller derby quanto a gente, que se esforçam para aprender à distância técnicas de patinação e de estratégia. Também valeu pela chance de testar nossas habilidades com jogadoras que não conhecíamos, o que deixava os bouts muito mais surpreendentes. 🙂

Lá, foi uma imersão total no esporte. A gente dormia sonhando com RD, acordava pensando nisso e a fixação continuava ao longo do dia, até dormirmos de novo!

O evento foi super organizado, e as açucaradas cariocas pensaram em todos os detalhes para não deixar ninguém de fora. Mesmo as fresh meats (que chamamos carinhosamente de carninhas), que ainda não passaram no teste de habilidades mínimas, puderam, por exemplo, participar da comissão técnica. Foi muito divertido, principalmente para as jogadoras que nunca tinham participado dos jogos fora do track. Depois da experiência deu pra entender como é necessário estudo e dedicação para estar em posições fora do track, e como essas funções são indispensáveis para que ocorra uma partida justa e segura.  Mais do que isso, demonstrou o quão importante e urgente é o trabalho de compor uma comissão técnica efetiva dentro das ligas, com coach, assistant coach e line up manager, e de treinar árbitros e NSOs (non-skating officials).

Vale lembrar que é papel do conjunto de árbitros e NSOs conferir os equipamentos de segurança, evitando que as skaters coloquem em perigo a si e a outras jogadoras; identificar faltas e aplicar as penalidades de acordo com o impacto no jogo (minor or major impact); contabilizar as faltas por atleta; marcar os pontos de cada jammer, identificar a lead jammer e encerrar a jam assim que ela fizer o chamado; atualizar o placar; monitorar o tempo das jogadores que estão no penalty box, etc. Não é pouca coisa!

Bouts

As Sugars planejaram uma agenda intensa, que ajudou o esporte em vários aspectos. Além desse foco especial para a arbitragem que já comentamos, também aconteceu um jogo entre os times Ordem e Progresso, formados pelas meninas da seleção brasileira de roller derby e convidadas. Essa partida também serviu para a comissão técnica da seleção observar mais meninas na track, e escolher a “nova leva” do esporte no País. Aliás, mais rebels entraram para Seleção!

sapas x princesas, roller derby, brasileirão

jogo Sapas x Princesas | Crédito: Padilha

Também rolou o jogo Sapas x Princesas, que foi um bout demonstrativo do Vagine Regime Brasil (um capítulo brasileiro de uma comunidade mundial de roller girls gays, bi, trans e simpatizantes), que ajudou ainda mais a confraternização entre ligas.

Como a maioria das ligas ainda são bem recentes (costumam ter menos de um ano) e nem sempre tem uma quantidade de meninas suficiente para fazer jogos, ainda não deu para fazer jogos “tradicionais”, de uma liga contra a outra. A solução foi fazer times com gente de lugares diferentes, desde que tivesse o mesmo nível de patinação entre si, o que também foi muito bacana. Ainda assim, deu pra fazer jogos entre as três ligas do grupo A, mais antigas: Sugar Loathe Roller Girls (RJ) e as duas paulistas, a Ladies of Hell Town e nós, claro. Nossa liga foi a única a jogar com os dois times nesse 1º Brasileirão!

Preparação e o que vem por aí

Conscientes da importância que o 1º Brasileirão de Roller Derby teria para o esporte, as Gray City Rebels se prepararam intensamente. Pelo menos três meses antes, os treinos mudaram de enfoque e o treinamento de técnicas pontuais deram lugar a uma maior quantidade de jogos, com as skaters da própria liga mesmo, para chegarmos no evento mais seguras das nossas capacidades.

gary city rebels vendendo camisetas e canecas da liga no Brasileirão

Rebels vendendo camisetas e canecas da liga | Crédito: Padilha

Bom, depois de todo esse relato sobre o evento mais legal de Roller Derby que já aconteceu nesse Brasil, vem a grande notícia: o próximo é em São Paulo e será organizado por nós, Rebels! #todascomemora

Sabemos que será um trabalho intenso, como foi pras Sugars, mas não faltará entusiasmo!
E aí? Tá a fim de fazer parte da liga anfitriã do próximo Brasileirão de Roller Derby? Então manda email pra gente (contato@graycityrebels.com.br) e aparece lá no treino!

Rebel Tips!

Desde que começamos a treinar patinação, desde que evoluímos para os fundamentos do roller derby, desde que evoluímos mais ainda para estratégias e depois para mini jogos durante os treinos, pudemos observar algumas coisas em nós mesmas e em nossas patinadoras.  Então, decidimos fazer um post sobre isso, para compartilhar experiências e ajudar quem estiver meio “blé” com a patinação e auto-confiança.

Sempre diga “sim”

Esse é o primeiro mandamento dos nossos treinos. Por mais insegura que você estiver, sempre diga “sim” ao que seu/sua coach te pedir. Eles têm um motivo e buscam a melhoria da sua patinação, das suas habilidades roller dérbicas e, acima de tudo, isso significa que ele confia em você.

O roller derby é um esporte que te tira da zona de conforto e faz você ser desafiada a cada treino.

Na hora de um jogo, seu time precisará que você confie em você mesma. Se o seu time conta com você e confia em você, elas estão te dando “crédito”. E dizer “não” é dizer às suas companheiras, mesmo que nas entrelinhas, que elas não podem confiar em você.

 Não invente desculpas

Durante o treino você tem 100% de responsabilidade sobre suas ações. Não invente desculpas; se seu coach falar que você não está totalmente presente no treino e pode fazer melhor, a última coisa que ele quer ouvir é “desculpa, é que… …. … e também … …” . Leve em consideração o que lhe foi dito, pois o coach te conhece (e sabe) que você é capaz de fazer melhor.

Também não invente desculpas para você. A gente sabe que muitas vezes rolam aqueles pensamentos do tipo: “não tô conseguindo fazer os drills direito hoje porque estou cansada/ não comi bem antes de vir pra cá/ peguei muito trânsito/ não gosto da minha dupla…”. Esse tipo de pensamento lhe dá permissão para não dar o melhor de si na pista, para se contentar com os 50%, com o 5,0 pra passar na média.

Se você está cansada ao ponto de não dar para treinar, fique em casa. Se você for ao treino, você está lá para treinar, então dê o máximo de si mesma! 😉

Se comparar aos outros é uma péssima ideia

Se comparar a uma pessoa é algo muito perigoso e faz você duvidar de suas capacidades, desvalorizar o que faz (e como faz), além de abrir uma janela enorme para a inveja. Quando você se compara a outras pessoas, o seu julgamento fica meio destorcido e você não consegue perceber o quanto evoluiu, pois o seu foco está em outra pessoa, não em você mesma.

Se sentir desvalorizada não pode ser a sua cara. As suas habilidades com o patins (e suas teammates) são as únicas coisas em que você pode confiar na pista. Você pode estar progredindo horrores, mas porque você está cega e prestando atenção em sua “adversária”, você não consegue perceber o seu próprio progresso.

Pense sempre em se auto-avaliar depois de cada treino: você consegue fazer X melhor do que ontem? E melhor do que da primeira vez que você tentou? Se você percebe diferença, é sinal que está melhorando!

Essas foram algumas coisas que pudemos observar durante nosso (pouco) tempo de roller derby. Fazer um esporte como este não é fácil, e exige muito de nós fisica e psicologicamente. É preciso estar preparada para enfrentar desafios e saber que ninguém no seu time está lá para te destruir e deixar para baixo, e sim que depende de você encarar aquela teammate que você vê como “aparecida” e melhor que você como um desafio para que você sempre se supere e evolua a cada treino. E você, tem alguma dica pra gente? 😉

 

Se você tiver alguma dica para deixar por aqui, os comentários são sempre muito bem-vindos!

Um gray-weekend pra todo mundo!

No fim de semana da Virada Esportiva aqui em São Paulo, mega novidades das Rebels!

Dois times formados pelas veteranas da nossa liga rebelde entrarão na pista no primeiro demo-bout a ser realizado em terras tupiniquins! Será uma oportunidade bem bacana para quem já é fã de esporte no Brasil e nunca viu um jogo ter uma ideia de como as coisas acontecem e também para aqueles que não conhecem verem ao vivo e se apaixonarem pelas nossas rodinhas e desencanarem da bola de futebol!

 

No dia 30 de junho, sábado, a partir das 15 horas, as Gray City Rebels se enfrentam no aniversário de 4 anos do Estação Jovem, em São Caetano. O evento é gratuito e ainda contará com shows, oficina de fotografia, customização de camisetas de graça, além de venda do nosso Merch!

Mas como rebeldia pouca é bobagem, no dia 1 de julho, domingo, também a partir das 15h, as Rebels entram na pista novamente, dessa vez na Batalha na Vila, que acontecerá no CEU Alvarenga. Nosso segundo demo-bout, seguido de um workshop para os/as interessados/as em roller derby vão animar o seu domingo! Melhor que Domingão do Faustão, com certeza! 😉

E aí, vai nos dois dias? Vem apoiar o esporte mais DIY que existe no mundo!

 

A importância de um Bootcamp no Brasil

Podemos dizer com toda propriedade que todas as ligas do Brasil não tem alguém que já jogou roller derby na gringa e decidiu ensinar a gente por aqui. Tudo o que aprendemos vem da internet: desde os clássicos vídeos da Bonnie D. Stroir até os sites de compartilhamento de drills e de transmissão de bouts (nossa amada Derby News Network).  Nós comemoramos todas as oportunidades de ver/ experienciar o roller derby como ele é.

Essa vontade e sede de viver e aprender com o roller derby lá de fora inspira as ligas a trazerem jogadoras (principalmente americanas) para o Brasil para dar uma espécie de “intensivão roller dérbico”, ao qual chamamos carinhosamente de Bootcamp. Os bootcamps são treinamentos de 4 a 6 horas por dia que ocorrem durante um período de até  5 dias, dependendo do estilo e exigências de quem vier ensinar.

Aqui no Brasil já tivemos a presença de Georgia W. Tush, de Montreal e Bonnie D.Stroir, de San Diego. E se prepare, pois ainda este ano, teremos a presença do árbitro Sugar Daddy (GGRD), trazido pelas meninas da Sugar Loathe (Rio) que vai ensinar os futuros refs e as derby girls mais sobre as regras de arbitragem e como lidar com elas. E para fechar o ano, nada mais nada menos que Helen Wheels, DeRanged e Psychobabble virão para São Paulo para dar um treinamento intensivo para as derby girls de todo o Brasil.

Bootcamp com a Georgia W. Tush, fundadora da liga de Montreal e jogadora do New Skids on the Block..

Um bootcamp é essencial porque, mesmo tendo a internet nos ajudando e nos fazendo aprender, nada como ter pessoas experientes que sabem muito de roller derby nos ensinando. Olhando o que estamos fazendo de certo e de errado, nos ajudando a entender melhor a mecânica de cada movimento, as estratégias, as regras e dividindo conosco aquilo que só quem tem experiência de jogo tem: o know-how.

Além disso, ainda mais agora que o Brasil está com tantas ligas pipocando, é uma oportunidade MUITO legal de todo mundo se conhecer e se entrosar, fazer planos de jogar contra no futuro, aprender muito junto e, finalmente, colocar o Brasil no mapa mundial de roller derby! Afinal de contas, de que adianta tanto treino se jogos não temos?

Você não vai ficar fora dessa, né?

DeRanged, Psychobabble e Helen Wheels no Brasil? Sério?!

Pois é, as treinadoras do Certifiable Derby Training estão vindo aqui para a América do Sul! Já tem data marcada e tudo!

Graças ao esforço em conjunto das ligas Gray City Rebels (nós!) e 2×4 Roller Derby (de Buenos Aires), e graças também à maior força de vontade das treinadoras do CDT, teremos um bootcamp inesquecível com ninguém menos que Psychobabble, DeRanged e Helen Wheels nos dias 8 e 9 de Dezembro deste ano!

Para quem ainda não é muito familiarizada com o roller derby, nós podemos falar um pouco sobre as treinadoras! DeRanged e Psychobabble são ex patinadoras da Rocky Mountain Roller Girls, de Denver, no Colorado, e são atuais membros do Team USA, a seleção de roller derby dos EUA, que é campeã mundial. Helen Wheels já jogou pelo Arizona Roller Derby, em Tucson, e participou do primeiro bout  do roller derby moderno entre Arizona e Texas, ou seja, ela participou do renascimento do Roller Derby! Ela tem muita experiência como treinadora e já viajou para vários países e por quase todos os estados dos Estados Unidos para ensinar e difundir o roller derby.

As três patinadoras e treinadoras se juntaram para formar o CDT, Certifiable Derby Training, e viajar o mundo dando Bootcamps (que na linguagem das derby girls significa: Treinamento Pesado!) e ajudando o esporte a crescer e se desenvolver da melhor maneira possível.

As coaches Helen Wheels, PsychoBabble (divulgando nosso Bootcamp!) e DeRanged!

Em breve começam as inscrições, então fique ligado porque as vagas são limitadas!

Não quer perder, né? Então manda um email pra gente: contato@graycityrebels.com.br

“Eu sou você amanhã!”

Toda vez que entra uma menina nova na nossa liga, a dúvida é sempre a mesma: será que ela vai se apaixonar pelo nosso esporte? Será que vai deixar de sair às sextas e sábados porque tem treinos na sexta à noite e domingo logo cedo de manhã? Vai parar de fumar porque entende que atrapalha sua performance? Será que vai entender que roller derby é muito mais do que meninas andando de patins, rindo alto e que tem aquela imagem (que a nossa liga odeia) de “maquiagem, meia arrastão e visual meio pinup”? Ela vai se comprometer a reuniões de comitês, pagar a mensalidade em dia, entender que é auto-gestão e que ninguém é chefe de ninguém, mas que, ao mesmo tempo, há sim uma hierarquia? Que o esporte é sério e exige comprometimento, suor e esforço?

São tantas dúvidas e, quando chega uma menina pela primeira vez em um treino, todas as meninas que estão há mais tempo pensam nisso também, ao mesmo tempo em que pensam como podemos agradar e envolver essas meninas no esporte mais irado do mundo, pra que elas se envolvam de verdade com a nossa liga, virem uma Rebel e fiquem com a gente tipo num casamento, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza.

Para as carninhas: a gente precisa de você. Muito. Mas muito. Em um esporte que ainda está crescendo no Brasil, que ainda não é totalmente estruturado e ainda estamos formando times, ninguém é peça mais importante do que você, que resolveu encarar esse desafio, investir uma grana em patins e equipamento e aparecer num treino, muitas vezes sem conhecer ninguém e, mais vezes ainda, sem saber patinar. Não tem quem a gente respeite mais do que vocês. E vamos estar ao lado de vocês, segurando suas mãos, torcendo e achando animal quando vocês estão quase cruzando.

Carninhas e Veteranas da liga de roller derby mais forte do Brasil

Carninhas e Vets no treino

Para as vets: a gente nunca sabe qual carninha será a nossa próxima estrela. Qual vai ser aquela que vai botar o patins, sair patinando lindamente, cruzando e ainda parando fazendo um tomahawk ou hockey stop um pouco envergonhado. E ela vai olhar pras vets e achar que pode não estar fazendo nada direito, ter vergonha de pedir ajuda e perguntar alguma coisa achando que é besteira, mas pode ter certeza que elas estão lá tentando achar um jeito de se aproximar, pedir dicas e observando você patinar, pensando que um dia querem fazer igual (e a gente sabe que, muitas vezes, farão até melhor!). A verdade é que as vets viram referência, e o motivo é simples: elas são as primeiras pessoas que as novatas vêem com patins no pé. A gente sabe, ninguém aqui é referência pra ninguém, e aí que entra uma novidade pras vets: ser esta referência. Oi?

Abaixo, seguem algumas dicas da Mary Khaos, que escreveu sobre o assunto para o site Derbylife.

Um recado para as Vets: você nunca achou que ia virar uma estrela, né?

Adivinha. Você virou! Mesmo que você tenha acabado de passar o teste de habilidades mínimas, contanto que você patine na pista com o resto do time, as fresh meat irão te ver como uma mentora. Elas prestam atenção na sua derby stance, tentam copiar sua passada e querem saber como seus quadris conseguem tirar alguém da pista de uma só vez. Leve algumas coisas em consideração: elas irão prestar atenção no seu comportamento, seja ele bom ou ruim. Elas prestam atenção em como você trata suas colegas do time, o seu coach e você mesma. Lidere através de exemplo. Uma vet já te ajudou com seu plow stop quando você começou? Passe adiante. Um ato deste tipo pode incentivar uma patinadora bebê pelo resto de sua carreira, e manterá seu time competitivo e saudável.

Um recado para as Carninhas: sério, as Vets não irão te devorar!

Não é porque você patina há duas semanas e ela patina há bem mais tempo que ela ficará de saco cheio ao responder suas perguntas. Na verdade, vai ser difícil fazer ela parar de falar. Se você faz perguntas e está tentando melhorar, esta vet verá potencial em você e vai saber que você está se dedicando ao esporte, tanto quanto ela. Talvez da próxima vez ela vá responder uma pergunta que você ainda nem tenha pensado em fazer!

Carninhas e Vets da liga de roller derby mais forte do Brasil

Carninhas que viraram vets: após a avaliação de habilidades mínimas

Por isso, se você está interessada no esporte, mas acha que ninguém vai te acolher, pense de novo. A maioria das meninas que está hoje na liga não sabia patinar, e nunca havia colocado um patins quad no pé! Estamos todas prontas para te receber e te ajudar, e fazer você se encontrar nesse esporte, assim como a gente já se encontrou. É só aparecer! 😉